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Azeredo é café pequeno

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Se as tentativas de Eduardo Azeredo de regular a Internet são comparáveis aos carros-bomba da Al-Qaida, preparai-vos para a bomba atômica!

O Zero Hora de hoje reporta, em mais uma péssima reportagem, que a Polícia Federal (nome oficial, Departamento de Pornofascismo, daí o DPF) pretende discutir a implantação do Registro Único de Identidade Civil, também conhecida como Cadastro Único (CU), que foi proposto pela altamente inconstitucional Lei 9.454/1997 (copyright Pedro Simon 1995). A “deliciosa” reportagem começa assim:

Cerca de 10% de 160 milhões de carteiras de identidade que circulam no Brasil são falsas.

Totalizam 16 milhões de documentos frios que seguem ativos, em parte, devido à negligência das famílias e dos cartórios em dar baixa em casos de morte, mas, principalmente, por golpistas da Previdência, eleitores fantasmas e estelionatários.

De acordo com o anônimo escritor, e que entendo as razões do anonimato (nunca li algo tão ruim!), todo e qualquer documento de identificação relativo a uma pessoa morta é falso, porque o estado além de violar a privacidade do agora-defunto, quer que a família em luto vá dizer que o defunto é um defunto. E eu, na minha peculiar ignorância, pensava que documento falso é aquele que não corresponde a verdade dos fatos. Depois, num exemplo primoroso de pesquisa científica padrão Zero Hora, o repórter sem rosto afirma que o número mágico de “16 milhões de documentos frios” é causado por “golpistas da Previdência, eleitores fantasmas e estelionatários”. Sem citar uma nenhuma fonte confiável, Sr. Sem Sobrenome esquece que tanto a Previdência como a Justiça Eleitoral têm seus cadastros de identidade próprios, e ambos passam por recadastramentos periódicos. E no ápice da reportagem:

Para pôr fim à farra da identidade falsa, o Instituto Nacional de Identificação (INI), da Polícia Federal, elaborou um modelo de documento que será debatido a partir de hoje em um seminário em Brasília. O evento reúne especialistas em identificação humana e autoridades. (grifo meu)

Não conheço o dito cujo que escreveu esta obra-prima mas sei que ele é um membro da Seita do Santo Byte. De acordo com Mr. Anonymous (não o Gourmet), o sistema que seria elaborado pelo Departamento de Pornofascismo seria à prova de falsificações. Pois na Malásia que tem o sistema proposto pelo DPF, há falsificações, o que se dirá do Brasil? E para completar a lista de absurdos da reportagem:

Hoje, cada Estado produz o seu modelo de identidade

Errado! Como de costume. O modelo de documento de identidade é regulado por lei federal, a Lei 7.116/1983.

Como um plus, Zero Hora traz o modelo de Cartão de Extinção de Privacidade que está sendo proposto pelo governo do Presidente Etílico.

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  1. É por essas e por outras que eu me pergunto porque com mil demônios fui estudar direito quando tinha 18 anos…É tanta coisa estapafúrdia que lá pelas tantas vc (quase) se acostuma, senão vira uma daquelas tiazinhas revoltadas…

    Quanto à redação, welcome to the jungle! Escrever mal pelo visto, é regra, não exceção.

    Responder
  2. Pingback: Censura: Síndrome da Rainha de Copas assola o país « Censura não !

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