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Arquivo da tag: inteligencia coletiva

Censura na internet? E precisa ?

Toda vez que leio sobre projetos e leis para monitorar e censurar a Internet me lembro de uma piada que era mais ou menos assim:

Uma familia estava para viajar, era um casal com dois filhos, uma menina e um menino. O menino tinha um cãozinho, e a menina um macaquinho. O menino batia e o pé e afirmava que sem o seu cãozinho ele não iria à lugar algum, mas o referido animal estava com uma diarréia terrivel, era tanto cocô que era desproporcional ao que ele comia, parecia materializa-lo dentro de si. Chega o veterinário que sem outra alternativa obstrui o animal com uma rolha de champanhe. 

Todos embarcaram, o cachorro na mala do carro. Agora era a filha que chorava, falando que não iria a lugar algum sem o macaquinho dela , o pai sem pensar, e já irritado, pega o macaco e joga na mala do carro.

Algumas horas depois, o forte cheiro de merda toma o interior do veiculo de uma forma desesperadora, o pai já sem saber o que fazer, para o carro de qualquer jeito no acostamento. A familia desembarca desesperada e após alguns minutos respirando ar puro o pai resolve investigar de onde vem aquele cheiro e lembra do cachorro e abre rapidamente a mala, e dá de cara com o macaco coberto de merda e desesperado com a rolha na mão, tentando enfia-la de volta no cãozinho. 

É aquela história, uma vez que o povo ganhou voz ativa, e começou a falar, questiomar e interagir, construindo sua inteligência coletiva, deixaram de se submeter à comunicação filtrada, tedenciosa e comprometida dos veículos tradicionais. Ele agora pode pode enxergar a nulidade do estado, as cortinas de fumaça da comunicação estão dissipando, e o Rei esta ficando nú.  O estado então se vale do comportamento inadequeado de uma uma minoria criminosa (crackers, scammers, pedófilos) para impor uma censura desmedida que prejudicará a maioria e não resolverá o problema provocado pela minoria criminosa. Mas resolverá o problema de nudez do Rei e de todos os nobres que vivem por conta pública.

Por fim fica a pergunta: Como pode o Estado querer, querer censurar e controlar uma rede que foi projetada para sobreviver à um bombardeio atômico?  E para que controlar?

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