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E vamos queimar livros! Parte 3

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E os meus dois posts (Parte 1 e Parte 2) tornaram-se uma enérgica fonte de discussões. Ótimo! Era isso o que deveria estar ocorrendo entre o padre Abib e o sr. Medrado, não uma ação judicial com intento de censurar o diferente. Eu não li o livro, e, francamente, não estou interessado no conteúdo do livro, pois esta não é a questão. A grande questão é a censura a posteriori que está sendo feita via judicial (e não é o primeiro caso) cominada com a tentativa de punir criminalmente alguém por expressar aquilo que acredita.

Ora, se alguém acha que o livro de Abib tem coisas erradas, então que refute as acusações, trazendo provas, fazendo questões pertinentes, analisando a lógica, etc. Se tu achas que a Igreja Católica ou qualquer membro desta está errando, então escreve um livro criticando. O que é a idéia de Rodolpho Eckhardt. O que não dá é ficar num festival de melindre tentanto calar a boca do oponente por meio de ameaça de prisão. Pelo amor de Deus, isto aqui não é (ainda) a Coréia do Norte.

Agora, analiso alguns comentários. Milene Vinhas comenta sobre o fato dos comentaristas (principalmente eu) não terem lido o livro. Como disse, sra. Vinhas, não li o livro, tanto é que não analisei o conteúdo do mesmo, limitando-me a apenas trazer alguns elementos da doutrina católica para a discussão. Ela diz também que o autor escreve “mentiras absurdas”. Ora, refuta tais “mentiras absurdas”, e se tuas refutações forem reais, pior para o padre Abib que ficará desacreditado. É assim que se evolui a discussão de idéias. Vinhas também fala das incitãções que Abib faz. São apenas incitações, existe uma grande diferença entre incitar alguém a fazer algo e este alguém fazer algo por que uma pessoa não pode alegar isenção de responsabilidade por alguém ter o incitado a fazer algo; e continuando o raciocínio, qualquer escritor poderia ser responsabilizado por qualquer ato de alguém, basta dizer que foi incitado.

O Luciano Ribeiro manda o Ministério Público da Bahia achar algo de útil para fazer. E ele tem toda a razão! Quem sabe o sr. Almiro Sena ache algo de útil para fazer, como combater a prostutição infantil, a corrupção, os homicídios e outros crimes, crime menores ante o estrondoso perigo de um padre tentanto arregimentar mais fiéis por meio de críticas a religiões que estão de inteiro desacordo com a sua estruturação teológica.

Laís, se tu achas o padre Abib virulento demais, fala isto para ele. Melhor, reclama para o bispo que tem autoridade sobre o padre.

E, por favor, quero mais comentários e mais discussão aqui.

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  1. Pingback: Padre Adib e nosso pé na censura | BlogueIsso!

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