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Apologia ao crime e aos reis da pizza

Algumas semanas atrás vi uma reportagem que falava da apologia ao crime, e mostrava funks que falavam de criminosos, de crimes e outras coisas assim. Na matéria citavam as ações do Ministério Público, que alias anda perdendo tempo com estas bobagens enquanto existem coisas muito mais importantes com que se preocupar. O Ministério público vive atuando contra estas apologias ao crime, seja em comunidades do Orkut do tipo “Gosto de dirigir bêbado”, “Curto matar velhinhas” dentre outras bobagens do gênero.

Mas é lei, e se é lei, nós os cidadãos Bundopolitanos temos de acatar, mas que esta lei de apologia ao crime é ridicula, isto não tem dúvida, é o retrato de uma sociedade hipócrita que vive querendo esconder as suas mazelas no mais antigo “faça o que falo, mas não faça o que faço”.

A grande midia, aquela que se diz séria e confiavel vive transformando bandido em celebridade, noticiando em grandes manchetes e matérias seus nomes e suas imagens e seus feitos, afinal se isto não é apologia ao crime é o que então?

O dia do estupro de uma nação

O dia 12 de setembro de 2007 vai ser lembrado como o dia em que 180 milhões de Brasileiros foram estuprados da forma mais sórdida e cruel possível. Foi o dia em que contra todas as evidências e acusações, o presidente do senado, o senador Renan Calheiros foi “julgado” e absolvido por 45 Senadores, que nos colocamos lá. O ato em si foi sórdido, promiscuo e cruel. Em uma seção secreta, onde nem mesmo celulares e notebooks podiam entrar, votaram e absolveram mais um. Fico imaginando a escrotidão e a total falta de ética e moralidade que deve ter ocorrido durante esta sessão, deve ter sido algo de fazer corar qualquer um “super star” da criminalidade.

E nos, pobres eleitores, jamais saberemos quem votou contra ou a favor, temos lá nossas suposições, mas frente à orgia que se transformou Brasilia, não podemos precisar nenhum palpite. Alias a coisa tá ficando feia viu, a promiscuidade em que se transformou Brasilia é tamanha, que Calígula agora parece um monge.

Pior que apologia ao crime é o culto à impunidade

Quando o ex-presidente Fernando Collor falou em rede nacional de TV que os carros nacionais eram verdadeiras carroças, ele materializou um conceito, ele deu um grande exemplo à nação. Pois é, tirando o Collor, fazem mais de 40 anos que nenhum politico Brasileiro é julgado e condenado por crime algum. Quer conceito mais materializado na atualidade do que o da impunidade parlamentar?

Agora me respondam:

  • Como podemos ensinar valores éticos e morais à nossas crianças frente a tanta impunidade?
  • Como podemos ensinar à nossas crianças que o trabalho sério e honesto dignifica, quando a impunidade esta colocado a honestidade em cheque?
  • Como podemos combater a criminalidade se o mau exemplo vem de cima?

Esta impunidade e este mau exemplo de nossos governantes, configuram um verdadeiro culto ao crime, um verdadeiro oba-oba, afinal se o “Dotô” tá se dando bem, o malandro da periferia também pode… Certo?

A reação da blogosfera

Felizmente, perante este cenário Dantesco, temos a Internet, que apesar de todos os esforços do senador Eduardo Azeredo em aprovar seu projeto facista de cibercrimes, ela ainda é livre, é nosso canal democrático, é onde nós cidadãos Bundopolitanos podemos expressar nossas ideias, angústias e opiniões para o mundo. É onde ainda podemos de fato, exercer nosso direito de expressão e praticar a tão sonhada democracia, que aqui já virou palhaçada.

Pouco tempo depois do “estupro nacional” a blogosfera começou a reagir, a criticar das mais diversas formas, este ato medonho que apunhalou a credibilidade do cidadão. Muitos blogs publicaram listas com os nomes de todos os senadores, não podemos deixar de fazer uma anti-campanha destes nomes nas próximas eleições. Veja agora os destaques na blogosfera:

Sobre João Carlos Caribé

Consultor Trandisciplinar, formado em Publicidade e pós graduado em Mídias Digitais. Foi um dos pioneiros do ciberativismo pela liberdade na Internet, conquistando o prêmio Frida em 2011 pelo trabalho desempenhado na defesa da liberdade na Internet no Brasil. Também sou conselheiro no primeiro Conselho de Coordenação da NETmundial Initiative e membro do comitê executivo da NCUC na ICANN, ambos representando a sociedade civil da América Latina e Caribe. Também sou membro da Internet Society Brasil, Red Latam, BestBits, Comunidade Diplo, Dynamic Coalition on Network Neutrality and Global Net Neutrality Coalition.

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  1. Ítalo de Paula Pinto

    Ótimo artigo, João Carlos.

    A sensação de impotência, como já havia dito no meu blog, é latente! Na verdade acho que poderíamos promover na blogosfera um boicote generalizado ao senado. Ou seja, colocaríamos a lista de todos os senadores atuais e faríamos campanhas contra eles. Porque certamente mesmo os que votaram contra, só o fizeram para dar um ar democrático na votação. Senão, o placar ficaria muito feio: 81 a 0.

    forte abraço.

    Responder
  2. Pingback: War in Rio, um jogo para levar à reflexão « Blog Cidadão

  3. Olá Amigos ! dado á circustancia de vivermos num mundo de hipocritas ,em que tomamos poe certo o que não é ,por essa e outras que o mundo continua como É cheio de hipocritas e parasitas. bin-laden …acode-nos. MERDA!!!!

    Responder
  4. Pingback: A espetacularização do combate à pirataria « Xô Censura !

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