RSS

Arquivos da Tag: blogosfera

A revolução não esta sendo televisionada

Nunca antes na historia deste pais, a sociedade se organizou, mobilizou e pressionou as entidades públicas em prol de seus direitos de forma tão efetiva e pacifica como estamos fazendo agora no ciberativismo contra o PL 84/99, o AI5 digital.

Não podemos deixar esta constatação passar em branco, não se trata de um fato corriqueiro, mas sim de uma verdadeira revolução, uma revolução que não esta sendo televisionada, uma revolução que não tem mais volta, uma revolução plenamente democrática, o real exercício da cidadânia.

Contrariando todos os criticos, a Internet não nos transformou em alienados, muito pelo contrário nos libertamos das forças alienantes das mídias mono emitidas. Os “alienados” foram os primeiros a enxergar os malefícios do PL 84/99, os “alienados” foram os primeiros a divulgarem estes malificios. Chamar a sociedade conectada de alienada é ignorância ou cretinismo, sabe-se muito bem que a Internet com a sua riqueza e diversidade é um eco-sistema de pessoas, um eco-sistema social, onde a comunicação é apenas uma parte do contexto.

A informação das mídias de massa é extremamente volátil, é preciso um caro processo de repetição para que uma mensagem “média” para um “cidadão médio” ganhe dimensão.  A midia de massa, em especial o radio e a televisão, possuem uma representativa capilaridade no Brasil, de forma que a mensagem volatil chega rapidamente à uma parcela significativa da população, e pronto! Vai ser bom não foi? O povo tem memória curta, não é verdade?

A Internet por outro lado possui características diferentes, sua capilaridade vem aumentando consideravelmente, mesmo com todo esforco despendido por autoridades e legisladores para inviabilizarem os centros involuntários de inclusão digital, as Lan Houses, ela continua crescendo. Computador e acesso estão ficando cada dia mais baratos. Por outro lado, na Internet a informação não é volátil, muito pelo contrário, ela é praticamente permanente, o que a transforma no habitat perfeito para o conhecimento. Estas características são os alicerces do sólido conhecimento colaborativo, construido por todos para todos, numa metáfora natural para o que chamamos de democracia: O poder emana do povo para o bem do povo.

Dentro deste cenário, construiu-se um ativismo diferente, um ativismo eficiente, o ativismo da cibercultura, da nossa cultura, o ciberativismo. Podemos citar diversos movimentos ciberativistas, mas vamos nos ater ao movimento contra o AI5 digital, que não se sabe exatamente quando ele iniciou, eu ao menos entrei nele em 2006, você pode estar entrando agora, isto não faz a menor diferença. O movimento ciberativista contra o AI5 digital é o mais espetacular de todos os movimentos democráticos, é o exercício pleno da democracia, não existe distinção de raça, orientação sexual, posicionamento político, ideologia, credo, e nem mesmo as limitações físicas impostas aos portadores de deficiência são barreiras para que exercamos nossa cidadânia, estamos todos juntos trabalhando para um bem comum!

Estamos pensando e agindo coletivamente, estamos nos “alfabetizando politicamente”, estamos reconhecendo nossos direitos, aprendendo a valorizar o próximo e, estamos aprendendo, como diz Dalai Lama que: uma enorme jornada começa com um pequeno passo. Podemos não perceber isto agora, mas nunca mais seremos os mesmos, estamos reconstruindo a história da democracia no Brasil, somos os agentes de mudança, dificilmente seremos enganados novamente, somos os revolucionários digitais, estamos fazendo a revolução mediada por computador, a revolução da era da participação. Alias por falar em participação, pouco importa o quanto ou como você participa, todos são igualmente importantes, seja aquele que divulga as informações, evangeliza novos ciberativistas, promove mobilizações, escreve a respeito, ou até mesmo aquele que participa dos atos, é um trabalho coletivo.  A assinatura na petição, um post, uma twittada, uma mensagem no Orkut, tudo é importante, pois quando muitos fazem isto estamos disseminando a informação e estamos construindo uma atmosfera positiva para os parlamentares que estão do nosso lado defenderem nossos intereses na Câmara, para que o Ministro da Justiça se posicione de nosso lado, para que personalidades se posicionem de nosso lado, é importante que você olhe no espelho, bata no peito e diga orgulhosamente: Eu sou um ciberativista, estou reescrevendo a história da democracia no Brasil!!!

Feed-se democracia, leia enquanto há tempo

A edição especial da revista eletrônica Feed-se trata com amplitude da democracia e voto consciente, foi lançada uma semana antes as eleições com o objetivo de provocar uma reflexão politica na turma conectada. A Feed-se é uma revista eletrônica em PDF que você consegue ler na tela, protegendo assim o meio ambiente.

Baixe e leia a Feed-se, é ótima e não custa nada.

Petição contra o PL 89/03 de cibercrimes ultrapassa 100 mil assinaturas

Hoje cedo tivemos a grata surpresa de constatar que a petição pelo veto ao projeto de cibercrimes ultrapassou a marca das 100 mil assinaturas, e isto um pouco antes de completar um mês, já que a petição foi criada no dia 06 de julho, um domingo.

É um número respeitável, a petição pelo veto ao projeto de cibercrimes ficou em primeiro lugar no petition online por mais de 15 dias consecutivos, e foram até o momento mais de 3300 assinaturas por dia em média ou um pouco mais de 138 assinaturas por hora ao longo destes 30 dias.

Muita coisa aconteceu nestes últimos 30 dias, o Cardoso descobriu um “mensalinho” do banner do senado fato publicado pela Folha posteriormente sem nenhuma alusão a post do Cardoso; o ciberativismo contra o pl 89/03 de cibercrimes virou noticia no Zero Hora, no IDG Now (mais)(mais), no Estadão (mais), na FolhaO Globo (mais), na INFO (mais), na PC World, no Observatório da Imprensa (mais)(mais), no G1, no A Tarde (Bahia) dentre outros jornais. Até mesmo a Organização Brasil Contra a Pedofilia manifestou-se contra o projeto de cibercrimes. O ciberativismo virou no noticia no exterior, primeiro foi no blog Boing Boing, depois no Global Voices (mais), no Reporters Without Borders, no Rebelion e continua pipocando mundo afora.

No dia 19 de julho tivemos o dia da Blogagem Politica, onde mais de 80 blogs fizeram a sua parte postando sobre o tema politica e censura, a grande maioria postou contra o PL de cibercrimes. Já se contabiliza mais de 300 posts com a palavra cibercrimes no Technorati. No Google a mesma palavra chave resulta em mais de 70 mil páginas, onde a maioria dos 100 primeiros resultados são posts e artigos contra o projeto de cibercrimes. Milhares de Twitts e quase 900 tópicos nas diversas comunidades do Orkut, a maioria contra o projeto de cibercrimes.

Se depois disto tudo, a Camara não acatar nossos apelos, estará comprovada a tese de que os eleitores no Brasil são meros instrumentos e que suas opiniões não possuem a menor relevância contra o interesse de uma minoria fortemente interessada no projeto.

PELO VETO AO PROJETO DE CIBERCRIMES! A LUTA CONTINUA!!

UPDATE – Outros blogs estão falando da comemoração das 100 mil assinaturas:

  1. Blog do Sérgio Amadeu
  2. Carnet de Notes de André Lemos
  3. Blog do João Sérgio
  4. Do tira gosto ao prato principal
  5. Dirceu Santa Rosa
  6. Orange Cab de Rodrigo Prior
  7. Social Media de Raquel Recuero

Blogosfera em perigo na Europa

A caixa de pandora esta aberta, quem tem o que esconder e não quer que a cortina de fumaça da comunicação se dissipe esta fazendo alguma coisa para acabar com a “farra do jornalismo social”, com o crescimento da “inteligência coletiva” e principalmente com o colaborativismo do crowdsourcing.

Não sei se este sentimento da “Nobreza” é algum registro traumático escrito em seu DNA, que os tornam temerosos com as classes organizadas emergentes. Cruz credo! Deus me livre! Já basta aqueles burgueses o final da idade média terem decapitado a Nobreza quando perceberam que ela não servia para nada e os havia ursupado o quanto puderam. Ainda bem que estamos no século XXI e o povo não vai sair por ai decapitando a Nobreza, vai apenas promover uma reengenharia no Estado, em prol da nação, que mal há nisto?

Elocubrações a parte, nossos patricios Portugueses estão em perigo:

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) fez uma deliberação inédita, na qual prevê que, a partir de agora, todas as pessoas que sintam violados os seus direitos de expressão em sítios da Internet que cumpram uma função de veículo de comunicação pública possam ver as suas queixas atendidas pelo Conselho Regulador. Segundo Azeredo Lopes, presidente do organismo, “a ERC tem competências de supervisão e intervenção nesses ‘sites’”.

Em rigor, essas competências apenas se aplicam se, nos sítios de comunicação electrónica, forem verificados os seguintes pressupostos “Conteúdos sujeitos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente”, especifica o mesmo responsável.

Isto significa que, uma vez comprovado que determinado ‘site’ é um “órgão de comunicação social, comunicação pública, mesmo não efectuando uma comunicação do tipo jornalístico, e que o mesmo viola direitos, liberdades e garantias previstos na lei geral, isso nunca poderia impedir a ERC de intervir”, explica Azeredo Lopes.

Desta forma, fica estabelecido que “o direito de resposta não é um instrumento exclusivo do jornalismo, antes um direito fundamental”, acrescenta.

Esta deliberação do Conselho Regulador da ERC, ainda que relativa a uma queixa da CDU contra o sítio da Câmara Municipal do Porto (ver texto ao lado), vem estabelecer um precedente mais alargado. Nas palavras de José Alberto Azeredo Lopes, “definiu-se agora que temos competências de supervisão e intervenção nesses ‘sites’”, pelo que “não há, ainda, um plano de acção elaborado”, sublinha.

Na prática, continua a esclarecer o responsável, “os destinatários de informação deste tipo de sites têm agora garantida a tutela naquilo que seja competência da ERC, têm direito de resposta”. Para isso, é necessário que os visados enviem uma queixa formal, explicando a violação de direitos e exigindo esse direito de resposta.

Fonte: Jornal de Noticias

Você leu direitinho? Viu o nome do Presidente do ERC ? Alberto Azeredo Lopes ! Cruz credo ! Não sei o que os numerólogos podem dizer a respeito do nome Azeredo, mas deve ter algo de diabólico nele, pelo sim, pelo nao batam três vezes na madeira para uma proteção espiritual.

O projeto de Portugal, é light perto do Frankstein juridico , AI5 digital do Senador Eduardo Azeredo aqui no Brasil, mas é uma arma contra a liberdade de expressão em Portugal, uma vez que não ficou claro quando e como o ERC intervirá nos blogs.

Na Italia a coisa esta ainda pior, querem que blogs paguem taxa e até alvará!

Esta deliberação sucede numa altura em que, em Itália, foi apresentado um projecto-lei no sentido de enquadrar juridicamente os conteúdos disponíveis na blogosfera.

Em debate está a possível criação de uma entidade onde todos os bloguistas teriam que se registar, tendo direitos e deveres. Concretamente, os bloguistas receberiam um certificado desse organismo, pagariam impostos (mesmo que o objectivo dos blogues não seja comercial) e estariam sujeitos a um código penal.

Segundo o mesmo projecto, os sítios da Internet estariam sob a supervisão de uma editora com competências jornalísticas comprovadas para vigiar os conteúdos publicados.

Este projeto Italiano, deve ter sido baseado no PL do Senador Eduardo Azeredo, só que é uma versão “entry level”.

Acompanhe esta polêmica no Jornal de Noticias, no Adufe 4.0, A origem das especies , Apdeites V2 e Beppe Grilo’s Blog.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.