A queima de livros voltou na Bahia! O Folha de S.Paulo de hoje traz uma matéria reportando uma decisão da Justiça Estadual de recolher todos os exemplares do livro Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação, escrito pelo monsenhor Jonas Abib, pois para o voluntarioso Ministério Público da Bahia acredita que Abib teria cometido o crime de “prática e incitação de discriminação ou preconceito religioso”. Para o promotor Almiro Sena Soares Filho, o mesmo que processou a Rede Globo por mostrar escravos apanhando na novela Sinhá Moça (algo que não acontecia, de acordo com a Nova e Revisada História do Brasil de Almiro de Sena Soares Fo.), Abib faria:
[A]firmações inverídicas e preconceituosas à religião espírita e às religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, além de flagrante incitação à destruição e ao desrespeito aos seus objetos de culto.
De acordo com a promotoria, já teriam sido vendidas 400 mil cópias do livro.
Não é a primeira vez que uma crítica a religiões afro-brasileiras sofre censura na Bahia. O livro Orixás, Caboclos e Guias Deuses ou Demônios? de Edir Macedo também foi censurado pela Polícia do Pensamento, filial Ministério Público Federal.
